Por que o diagnóstico precoce nunca foi tão importante quanto agora?

Durante anos, o diagnóstico precoce de doenças como Alzheimer e Parkinson era considerado importante, mas sem grande impacto prático no tratamento. Esse cenário mudou. Com os avanços terapêuticos mais recentes, identificar essas condições cedo deixou de ser apenas uma boa prática e passou a ser uma condição para acessar os tratamentos mais eficazes.

O que mudou no tratamento do Alzheimer?

Duas novas drogas, o donanemabe da Lilly e o lecanemabe da Biogen, demonstraram resultados relevantes na redução do declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer inicial. Mas há um ponto fundamental: elas funcionam principalmente nas fases iniciais da doença, antes que a degeneração neuronal seja extensa.

Quem chega ao diagnóstico tarde demais perde a janela terapêutica em que esses tratamentos são mais eficazes.

E no Parkinson?

O Vyalev, novo tratamento subcutâneo da AbbVie, representa um avanço importante para pacientes em estágio avançado com flutuações motoras. Mas aqui também o acompanhamento contínuo faz diferença: quanto mais estruturado o manejo desde o início, maior a qualidade de vida ao longo de toda a trajetória da doença.

Quais sinais merecem avaliação neurológica?

Para Alzheimer e comprometimento cognitivo:

  • Esquecimentos frequentes que afetam a rotina
  • Dificuldade para encontrar palavras
  • Repetição de perguntas ou histórias recém-contadas
  • Confusão sobre datas, lugares ou pessoas conhecidas

Para Parkinson e distúrbios do movimento:

  • Tremor em repouso em mãos ou pés
  • Lentidão progressiva nos movimentos
  • Rigidez muscular ou dificuldade para se virar na cama
  • Alterações na escrita, que fica menor e mais apertada
  • Distúrbios do sono com movimentos bruscos durante os sonhos

O que o neurologista faz nessa avaliação?

Realizo uma avaliação clínica completa, testes cognitivos quando indicados, e solicito exames de imagem ou laboratoriais para identificar se há alterações no sistema nervoso que justifiquem acompanhamento ou tratamento. Em muitos casos, os sintomas têm causas tratáveis e reversíveis que nada têm a ver com Alzheimer ou Parkinson.

O objetivo é identificar a causa correta, no momento certo, com o tratamento mais adequado disponível.

Não normalize esquecimentos frequentes, tremores ou lentidão crescente. Uma consulta pode mudar o curso de uma doença.

Agende sua consulta pelo WhatsApp e cuide da sua saúde neurológica.

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