O lecanemabe, comercializado sob o nome Leqembi e desenvolvido pela Biogen em parceria com a Eisai, foi um dos primeiros medicamentos da nova geração anti-amiloide a receber aprovação nos Estados Unidos. Ele abriu caminho para uma nova era no tratamento do Alzheimer.
O que é o lecanemabe?
É um anticorpo monoclonal que se liga às formas solúveis e às placas de beta-amiloide no cérebro, facilitando sua eliminação pelo sistema imunológico. Diferente dos tratamentos anteriores, ele não apenas trata os sintomas, mas busca interferir no processo que causa a degeneração neuronal.
O que os estudos mostram?
O ensaio clínico de fase 3 do lecanemabe, chamado CLARITY AD, incluiu quase 1.800 pacientes com Alzheimer inicial e demonstrou redução de 27% no declínio cognitivo em comparação ao placebo ao longo de 18 meses. Os resultados foram considerados historicamente relevantes pela comunidade científica.
Como é feita a administração?
O lecanemabe é administrado por infusão intravenosa a cada duas semanas. Assim como o donanemabe, o tratamento exige monitoramento com ressonância magnética para identificar precocemente eventuais efeitos adversos relacionados ao ARIA.
Para quem é indicado?
A indicação é para pacientes com comprometimento cognitivo leve ou demência leve por Alzheimer, com confirmação da presença de amiloide no cérebro. O benefício cai significativamente em estágios mais avançados da doença.
Está disponível no Brasil?
O lecanemabe recebeu aprovação acelerada e depois aprovação plena nos Estados Unidos. No Brasil, o processo regulatório ainda está em andamento junto à Anvisa. O cenário pode mudar nos próximos meses, e estar em acompanhamento neurológico é a melhor forma de se preparar para as novas opções terapêuticas.
A mensagem central continua a mesma: o diagnóstico precoce não é apenas uma boa prática clínica, ele é hoje uma condição para acessar os tratamentos mais modernos.
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